TERÇA-FEIRA

23 de Dezembro de 2014

Propriedade vocabular

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Crédito: Iano Andrade/CB/D.A PressNa língua existem os verbos-ônibus. Como os coletivos que transportam 42 pessoas sentadas e outras tantas de pé, eles se adaptam a diferentes contextos. Genéricos, denunciam a pobreza vocabular do falante. Veja o exemplo de fazer. Fazer uma fossa? Melhor cavar a fossa. Fazer uma estátua? Que tal esculpir a estátua? Fazer economia na USP? É preferível cursar economia.

O mesmo vale para usar. A gente usa um sapato, uma blusa, um par de luvas. Todos entendem. Entendem também "visto a blusa e calço um sapato e um par de luvas". Reparou? Além da compreensão, a palavra certa no lugar certo dá charme ao enunciado. Pega bemmmmmm.

Piada - O Barão de Itararé brincou: "O português é uma língua muito difícil. Tanto que calça é uma coisa que se bota, e bota é uma coisa que se calça".

Vestir e dormir - Vestir e dormir têm um ponto comum. Ambos exibem a mesma irregularidade na conjugação. Em certas pessoas e tempos, o e vira i (vestir, visto). O o se transforma em u (dormir, durmo). A semelhança presta senhora ajuda à ortografia. Na dúvida, a gente pode recorrer à comparação. Por exemplo: eu durmi ou dormi? A pronúncia varia de acordo com a região. Não ajuda a sair da enrascada. Então, partamos pro troca-troca. Eu vesti ou visti? Ninguém vacila. Eu vesti. Logo, eu dormi.

 

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